Isto sim é que é mercado autoregulado, a mão invisível sempre presente; para que são necessários reguladores, governos a intervir, a chatear, a globalização não precisa disso, serve-se a si própria, quente, fria ou morna, conforme as condições atmosféricas.
Depois do idolatrado líder PPC ter tido a coragem nunca vista de deixar falir um banco e até de ter secundado JC no milagre da multiplicação (não em papo-secos ou jaquinzinhos, coisa mixuruca, mas em bancos, coisa realmente notável) mandando às malvas pressões maquiavélicas dos donos disto e daquilo tudo, eis que se vislumbra a apoteose final, a obra-prima do Mestre, o apogeu de uma notável carreira política: o peido-mestre dos bancos portugueses e com eles a economia em geral.
Bem feito, quem os mandou investir, nefandas criaturas que nada produzem, vivendo da especulação? E esses pequenos investidores, ignorantes e mal informados, para o que lhes havia de ter dado, meter em cavalarias altas as poupanças de uma vida? Bem feito, também, assim aprendem a deixar de ser incautos!
Todos sabem, ou deveriam saber, que o mercado tem riscos associados, que o valor das empresas, sejam elas financeiras ou produtivas, é extremamente volátil, estando sujeito a variáveis endógenas e exógenas complexas de estimar e a sua apreciação em bolsa é tarefa para gente altamente preparada, pelo que, quem não preenche os requisitos, dedique-se à pesca ou vá trabalhar para o Continente, como caixa, que assim já mexe em dinheiro.
Isto se ainda houver emprego ou dinheiro para comprar peixe.
Mas que importância tem isso? O "deles" está garantido.
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