quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A jovem correspondente do Professor e as malas de dinheiro do motorista do Engª

Disse na TV, no seu programa semanal, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que uma sua jovem correspondente conseguiu, a partir das galerias da Assembleia da República,detetar deputados a ver "mulheres avantajadas" no Facebook e outras vulgaridades nadas próprias da dignidade da função e do local, para além do uso constante dos telefones.

Evidente que a divulgação da carta causou indignação entre os que se doeram, entre os quais um deputado muito conhecedor dos meandros da internet que, de imediato, usou a sua página do face para, com um humor bacoco e desusado, zurzir o Professor e a garota da cartita. O que só lhe serviu para validar que os deputados estão no seu pleno direito de observar mulheres avantajadas, bananas, anedotas internéticas e, como a AR não é uma igreja, nem um retiro, nem uma aula, também podem usar os seus telefones imoderadamente.

Nada de novo para quem assiste aos telejornais ou ao canal parlamento e vê e ouve os representantes do Povo envolvidos em querelas inúteis, discussões espúrias, insultos e graçolas estultas, isto tudo sem o menor respeito por quem lhes paga para estar ali a defender os seus legítimos interesses.

Mas voltando à vaca fria, como quem diz, às mulheres avantajadas, acredito piamente que a jovem conseguiu ver tudo o que afirmou ver, assim como conseguiu escutar as conversas telefónicas e detetar quem eram os interlocutores dos deputados, porventura outros deputados, quiçá de outro partido.

Afinal não estamos num País em que os jornalistas têm uma tal capacidade, talento e engenho que alegam conseguir fotografar motoristas com malas carregadas de dinheiro?

Eu até pensava que as malas eram todas iguais em caraterísticas técnicas, diferindo apenas nos modelos, formatos e tamanhos, mas não..........as malas com dinheiro são diferentes porque os jornalistas conseguem fotografá-las; coitado do motorista do Eng. José Sócrates, em que país havia de ter nascido. É preciso ter azar. E ele que pensava que as malas eram todas opacas.



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