quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

E porque hoje é sexta

E porque hoje é sexta, há que passar em revista a semana.
Continua o jogo de parada e resposta entre a opinião pública, liderada pela "insuspeito" quarto poder (ou poder do quarto, já não se percebe bem), e o Super Juiz Carlos Alexandre.
Acusado por muitos e insuspeitos (esses sim) líderes de opinião de ver mal do olho direito, lançou-se numa frenética busca de evidências nas instalações do antigo BES e paradeiros do Dr. Ricardo Salgado.
Interessante esta caçada, que não era expectável, pois se o DDT saíu em liberdade, mediante prestação de caução de uns míseros (para ele) três milhões de euros, seria obviamente por não haver perigo de perturbação da investigação (designadamente destruição ou ocultação de provas).
Afinal havia e há indícios de crime na gestão de carteiras do BES, pelo que a liberdade de movimentos de que goza o principal responsável pela hecatombe lhe permitiria eventualmente "perturbar a investigação", digo eu, que não percebo nada disto, mas penso e logo.. existo (não, não desisto).
Entretanto, o Engº José Sócrates está "engavetado", sem admissão de caução por, alegadamente, haver perigo de perturbação da investigação (leia-se, ocultação ou destruição de provas).
Sem por em causa a bondade desta ação preventiva,mas simplemente porque penso, me permito pensar, onde está a lógica disto tudo, se não for exatamente como disse recentemente o Professor Carlos Paz, num programa televiso, que o Juiz vê mal do olho direito?
Então, o Engº José Socrates fica em preventiva sem admissão de caução quando estão em jogo uns magros vinte milhões de euros, enquando no caso do DDT poderá em estar causa um "buraco" porventura mil vezes superior e este se passeia livremente pelas ruas de Lisboa? E não se vislumbra perigo de continuação de atividade criminosa, perigo de fuga ou de perturbação da investigação?
Por isso repito o que dizia o sapateiro-filósofo de Braga: ou há moralidade ou comem todos...
Bom fim de semana.

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