Foi dado a saber que a detenção do Ex-Primeiro-Ministro José Sócrates
para interrogatório se ficou a dever a suspeitas de fraude fiscal,
entre outros ilícitos criminais, por alegada incompatibilidade entre os
rendimentos declarados e uma pretensa faustosa vida que levaria em
Paris, que originaria gastos superiores aos rendimentos e, logo,
dúvidas sobre a origem dos fluxos financeiros que, mais uma vez
alegadamente, permitiriam a manutenção desse status.
Nada a opor contra a bondade desta ação da Justiça, muito pelo contrário.
O que se torna difícil de entender é o facto de essa mesma pressurosa
Justiça se ter mantido até agora inerte em tantos propalados casos de
suspeita de enriquecimento ilícito sobre outros ex-governantes.
Será caro para dizer, como sabiamente diz o Povo, que quem tem amigos não morre na cadeia?
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